Publicidade

Férias!

  

Blogueiro também é filho de Deus e tira férias.

Retomarei o volante do blog dia 14 de janeiro.

Feliz Natal a todos e um ótimo 2009, ano de eliminatórias para o Mundial da África do Sul, de Copa das Confederações e de muita bola rolando no Brasil e no mundo.

E também de Copa do Brasil nos canais ESPN.

Até lá.

 

O que melhorou no futebol brasileiro?

O futebol brasileiro ainda precisa de muitas mudanças para atingir o nível das principais ligas européias. Mas é inegável que muita coisa mudou por aqui nos últimos anos. Veja e diga se você concorda.

C A L E N D Á R I O

O calendário é vital para o sucesso de qualquer país no mundo do futebol. É um tema polêmico porque muita gente ainda desconsidera os limites do corpo humano e acredita que o sucesso de uma liga seja medido pela quantidade e não pela qualidade das partidas.

A verdade é que o futebol brasileiro mudou muito nessa questão. Mas o início de alguns estaduais (São Paulo dia 21 de Janeiro e Rio dia 25) ainda está próximo do final das férias dos jogadores. Pré-temporada de 15 dias é crime. Um dia chegaremos lá.
S I S T E M A   DE   D I S P U T A

O Brasileiro por pontos corridos é um enorme avanço. Esse tipo de competição se consolida por ser a mais justa e por dar aos clubes melhor sustentação comercial de seus projetos. O que levaria um patrocinador a pagar 12 parcelas mensais para estampar sua marca na camisa de um time desclassificado no mata-mata em outubro? O ideal é o Brasileiro por pontos corridos e as demais competições no mata-mata. Pronto, assim todos ficam felizes e o futebol agradece.
R E B A I X A M E N T O

Até pouco tempo atrás se acreditava em virada de mesa. Era comum ouvir que determinado time não seria rebaixado mesmo que estivesse entre os últimos. A disputa por pontos corridos ajudou a acabar com essa conversa. A convivência de Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG e Corinthians com a Série B foi terrível para esses clubes, mas benéfica para o futebol brasileiro. E assim segue a vida, quem não se estrutura vai para a segundona, como o Vasco. A garantia de queda para a Série B foi um golpe no jeitinho, nas teorias picaretas e um bem para a credibilidade das nossas competições.
T R E I N A D O R E S

 

O nível dos treinadores mudou para melhor. Hoje o futebol brasileiro conta com gente mais estudiosa, mais atenta ao adversário e preparada para trabalhar em comissões técnicas multidisciplinares. O conhecimento científico passou a ter mais importância no resultado de uma equipe. Ninguém roubará a importância dos jogadores ou diminuirá o valor de um craque, mas é preciso correr mais, se preparar melhor e contar com informações precisas que possam extrair o máximo rendimento de um time. Quem vivia amparado por intuições e tradições acabou para o futebol.
J O G A D O R E S

É muito mais fácil criticar o baixo nível dos boleiros do que tentar encontrar beleza no futebol jogado pelas equipes brasileiras. Não é fácil, é verdade. Mas não se pode ignorar que há muita gente boa jogando por aqui. Geralmente se dá mais valor a um jogador quando ele é vendido. Isso vai acontecer com Hernanes e Ramires, meias disfarçados de volantes. E talvez com Thiago Silva e Nilmar,  donos de extraordinário talento. No futebol brasileiro, com um pouquinho de boa vontade até um cético se diverte.

Ronaldo S/A: finalmente o fenômeno midiático desembarca no futebol brasileiro

A capacidade de Ronaldo gerar riquezas foi capa da revista Exame (edição 833) em dezembro de 2004. Dois anos depois do título mundial pela seleção brasileira, a matéria mostrou todo o potencial de negócios do jogador como astro do Real Madrid, no auge de sua capacidade comercial.

No Corinthians, o Fenômeno viverá uma experiência diferente em sua carreira. Desde 1994 na Europa, não é segredo para ninguém que dentro de campo sua imagem como jogador foi construída fora do Brasil. Durante todo esse tempo foi tratado como um produto da mídia. Ronaldo, o Fenômeno, cresceu aqui e explodiu como atração da TV. Agora terá seu rendimento testado em gramados brasileiros. Tudo será observado e analisado, seus erros e acertos. Se der certo, Ronaldo se transformará num produto real, talvez mais humano, bem pertinho aqui de casa, diferente de quando era preciso usar o controle remoto para encontrá-lo por jogando por aí.

Que fique bem claro: esse é um tipo de experiência que ele ainda não viveu, completamente desconhecida. No Cruzeiro, aos 17 anos, não havia o mesmo significado. Era um menino. Aos 32, Ronaldo conseguiu encontrar algo realmente novo no futebol. Só o tempo dirá se vai dar certo. Por enquanto, o time que passou o ano na segunda divisão segue faturando e ganhando um considerável espaço na mídia internacional.

Trecho da matéria O FENÔMENO FORA DO CAMPO, publicada pela revista Exame, de 22 de dezembro de 2004:

“Por trás dessa máquina de fazer dinheiro está a fama do jogador. Ronaldo é uma celebridade mundial. Por onde quer que passe, causa frenesi em alguns casos maior do que cantores de rock ou estrelas de cinema. Uma pesquisa recente conduzida pela consultoria alemã Sport + Markt mostrou que o jogador é o atleta mais conhecido de toda a Ásia, à frente de nomes como o piloto Michael Schumacher e do golfista Tiger Woods. Outro levantamento, feito pela mesma empresa em parceria com o clube Real Madrid, é ainda mais impressionante. Com base num cálculo de aparições na mídia e em índices de reconhecimento espontâneo e provocado, o instituto cravou Ronaldo como a terceira personalidade mais conhecida do planeta. Nessa lista, já publicada pelo jornal espanhol El País, Ronaldo só perde para o papa João Paulo II e para o presidente dos Estados Unidos, George W.Bush”.

Para Brunoro, rendimento de Ronaldo precisa ser compatível à dimensão do projeto corintiano

 José Carlos Brunoro considera a contratação de Ronaldo pelo Corinthians um negócio fantástico. Mas acredita que o sucesso do acordo está vinculado ao rendimento do jogador dentro de campo. Só o marketing não sustentará a permanência do Fenômeno no clube, acredita o ex-gestor do projeto Palmeiras-Parmalat, a mais bem sucedida parceria entre um clube e uma empresa no futebol brasileiro.

“O Ronaldo é uma grande marca do futebol mundial. Mas os grandes nomes como ele estão ligados à performance. Para dar certo, ele precisa jogar e render em campo”, afirma o consultor na área esportiva, um dos palestrantes convidados pelo Footecon, organizado por Carlos Alberto Parreira.

Ronaldo precisa jogar e marcar gols. O sucesso da contratação de dimensão mundial está vinculado aos resultados como jogador. Afinal, Ronaldo ainda acredita ser um deles.

Depois do rompimento com a FPF, São Paulo troca disputa do Paulista por pré-temporada

                         6 - 3 - 3 - ???????
O rompimento com a Federação Paulista de Futebol deve levar o São Paulo a fazer a coisa certa em 2009. Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube, confirmou ontem, no Fórum Internacional de Futebol, no Rio de Janeiro, que uma equipe composta por jovens deverá iniciar a disputa do campeonato estadual enquanto os campeões brasileiros se prepararam adequadamente para a temporada, que terá o sonho da Libertadores no primeiro semestre.

Em função da briga com a FPF, o clube deixará o torneio de lado e conseguirá fazer uma pré-temporada de verdade. Se o estadual fosse realmente importante, a camisa comemorativa do sexto título brasileiro seria diferente: além dos Campeonatos Brasileiros, da Libertadores e dos Mundiais nela estariam os Paulistas.

Uma pré-temporada decente é o básico para quem pretende disputar a Libertadores de verdade. É o mínimo. Mandar um jogador a campo depois de dez dias de treinamento é puro amadorismo. O rompimento com a Federação leva o São Paulo a fazer a coisa certa. Mas é bom ficar de olho. Os cartolas sempre acabam se entendendo.

Voltarei a abordar a pré-temporada em breve.

Dorival Júnior, o nome certo para o Vasco da Gama

Dorival Júnior é um ótimo nome para dirigir o Vasco da Gama. Não vai diminuir a dor da queda, mas é uma boa resposta.

No início do ano, era a melhor opção para o Santos, que acabou optando por Émerson Leão.

Organizado e moderno, ele precisa do clube na mesma dimensão que o projeto de volta à Série A pede um comandante afinado com as dificuldades dessa missão.

Tomara que Roberto Dinamite não perca tempo e faça como o Corinthians, que tratou logo de garantir a contratação de Mano Menezes quando caiu para a Série B.

Veja quem chegou para pagar as contas

Ronaldo vai conseguir jogar?

Foi uma sensacional jogada de marketing.
Ronaldo, o Fenômeno, ainda nem assinou contrato com o Corinthians e já começa a dar retorno.
Enquanto o país discute a notícia, o estoque de camisas da loja do Parque São Jorge foi consumido por um bando de loucos atrás de um momento especial de alegria.
A contratação faz parte de um grande negócio, onde o lado técnico deve ter um peso menor.
Torcedores corintianos já sonham em ver o time ganhando tudo com Ronaldo comandando o ataque. E é aí que começam os problemas. Hoje, ninguém pode garantir como o atacante vai reagir quando se reencontrar com o futebol e se ver diante da expectativa de uma torcida faminta, cansada de ver o rival São Paulo ganhar títulos. Por tudo isso, Ronaldo terá muito mais valor enquanto estiver parado. Neste momento, o que empolga é a história do jogador, não a realidade. Ele mesmo adoraria saber como será o futuro dentro de campo. Impossível prever como seus joelhos, massacrados por contusões, vão reagir.
Há muito tempo Ronaldo não tem uma temporada digna de um verdadeiro jogador profissional.
Vai ser uma luta muito grande para colocá-lo em campo.
No programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, Mano Menezes, o novo chefe, não demonstrou tanta confiança quando foi perguntado sobre a possibilidade da contratação do Fenômeno.
Ronaldo não é um jogador para o banco. Ronaldo precisa jogar para mover toda a engrenagem de sua contratação. Já o Corinthians necessita de muito mais do que marketing para fazer gols. A questão é que o campeão mundial, a marca e a empresa Ronaldo vão ajudar o clube a faturar um dinheiro inimaginável em tempos de crise. E, assim, quando algum jogador ameaçar reclamar dos privilégios do novo companheiro, alguém poderá lembrar que é graças a ele que as contas estão sendo pagas.

FOOTECON
Durante o Footecon, o Fórum Internacional de Futebol, no Rio de Janeiro, a contratação de Ronaldo pelo Corinthians dominou as conversas. A palavra mais falada pelos treinadores foi motivação. Os colegas de Mano Menezes questionaram até que ponto o Fenômeno vai estar motivado para jogar no futebol brasileiro. “O que ele quer, onde pretende chegar?”, pergunta René Simões.Tite também circulou pelo mesmo caminho, acompanhado por Carlos Alberto Parreira. Não chega a ser uma dúvida, mas existe no ar uma certa desconfiança. Ronaldo precisa de um objetivo, pois todos sabem que dinheiro deixou de ser um problema faz muito tempo.

O Vasco não caiu por acaso

Um time grande não cai por acaso. O Vasco da Gama leva para a segunda divisão uma história que não começou ontem. Da mesma forma que se acredita que a seqüência de trabalho seja fundamental para a conquista de um título, os tijolinhos do abismo, assentados por Eurico Miranda, ano após ano, construíram a queda do clube para a Série B.

Agora é hora de deixar a dor de lado e reconstruir o time e o clube. O Vasco não merecia a queda, embora ela pareça justa e até óbvia devido aos longos anos em que a instituição foi corroída por um modelo de administração podre e centralizador. Basta olhar os números, a dívida do clube, o que restou.

Em campo, o time não demonstrou reação. Durante a competição, o Vasco marcou 56 gols, um a mais do que o Palmeiras, o quarto colocado. O problema estava na defesa, que levou 72, perdendo apenas para o Figueirense, a maior peneira do Brasileiro 2008 com 73.

Roberto Dinamite terá que renovar o time e fazer aparecer dinheiro para que o Vasco tenha uma história feliz para contar ao final de 2009.

São Paulo, um campeão distante da concorrência

 

O tricampeonato brasileiro revela um momento especial na vida do São Paulo. Por mais que se conteste o mérito de um tricampeão, que se atribua aos erros de arbitragem a série de conquistas, estamos diante de um grupo que tem provado ser mais competente do que seus rivais. Com níveis de organização muito acima da concorrência , o resultado pode ser enxergado facilmente dentro de campo.

A comissão técnica - estável, moderna e competente – brilha na preparação da equipe, fundamental para se entender como funciona um campeonato disputado por pontos corridos e como ele deve ser enfrentado, principalmente do ponto de vista físico.
Dentro de campo, nesta temporada, Muricy Ramalho conseguiu devolver o time à competição depois de ser derrotado pelo Grêmio (1 a 0), em Porto Alegre, na 20ª. rodada. Quando parecia distante da disputa do título, não só pela diferença de pontos do líder, mas principalmente por não demonstrar em campo a consistência dos anos anteriores, o São Paulo ressurgiu.

A série de partidas invictas levou o time a ultrapassar a concorrência, rodada após rodada. E a perceber que o tricampeonato era possível. A entrada do volante Jean na equipe foi muito importante. O garoto das divisões de base permitiu que Hernanes jogasse como meia e deu ao companheiro a sustentação tática que a equipe precisava.

Muricy Ramalho é um capítulo especial na história do tricampeonato. Contestado, dentro e fora do Morumbi, tornou-se o maior vencedor da curta história dos pontos corridos. Sem jogadores para montar equipes tecnicamente brilhantes, o treinador encanta pela maneira como desvenda os mistérios da tática. Com jogadores multifuncionais, foi possível alterar o esquema tático do time com a bola rolando sem a necessidade de se utilizar o banco de reservas.

Tido como um treinador que usa pouco os jogadores do banco, a explicação pode ser diferente: não precisa trocar nomes para mudar. Basta um sinal para que a equipe altere suas linhas e faça o que foi treinado. Essa é a diferença, o São Paulo treina.

Num país onde se costuma questionar o mérito dos vencedores, o tri do São Paulo tem um significado enorme. E que possa servir de exemplo para a concorrência. Enquanto seus adversários, cegos de ódio, enxergarem apenas os equívocos da arbitragem, o time continuará disputando títulos.

Histórias diferentes complicam o caso Tardelli

As histórias não batem. O árbitro Wagner Tardelli diz ter sido informado pelo presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Corrêa, que o Ministério Público identificou uma pessoa que estaria tentando “vender” em nome dele a partida entre Goiás e São Paulo.

“Essa é a informação que eu tive, dada pelo Sérgio Corrêa. Uma pessoa oferecendo um serviço ilícito. Alguém que vende o jogo. Vejo na internet que a denúncia partiu da Federação Paulista de Futebol e não do Ministério Público como me informaram”, disse Tardelli à Rádio Eldorado ESPN.

No entanto, não é o que afirma o MP em nota oficial. Em nenhum momento o órgão se refere a algum tipo de investigação: “Na sexta-feira (5), o presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, procurou os promotores do Grupo de Atuação Especial de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo da Capital, que atuaram no caso da chamada “Máfia do Apito”. O presidente da FPF relatou, na ocasião, sua preocupação com relação à suposta tentativa de manipulação de resultado do jogo entre Goiás e São Paulo, válido pela última rodada do Campeonato Brasileiro da Série A, a ser disputado neste domingo (7)”.

Enquanto as autoridades do futebol se escondem, o único a falar é Wagner Tardelli, uma situação curiosa e perigosa. Pior: as histórias não batem. Tardelli diz ter ouvido uma versão que ninguém confirma. Afinal, só ele fala sobre o caso.