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A Serra Alta de Igatu

Artur desequipando "Medo de que?". Foto: Eliseu Frechou

Artur desequipando "Medo de que?". Foto: Eliseu Frechou

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Ontem, a escalada foi na serra Alta. Caminhadão logo cedo, com direito a encontro com uma das cascavéis que moram nas grunas da trilha.

Acordamos no primeiro raio de luz e seguimos Beto, Artur, Nena, Guinho e eu piramba acima ainda no frescor da manhã.

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Com o visual imponente da serra Alta logo à frente, seguimos em passo firme e em menos de uma hora estávamos nos encordando para escalar a mega-clássica Medo de que?

A rota tem meia enfiada em um quartzito de excelente qualidade. É bem protegida e no final, tem parada dupla para um rapel fácil. A tarefa era, lógico, além de filmar pra EXPN, fotografar. Subi eu, me seguiu o Artur e depois subiram o Beto, Guinho e Nena.

Na verdade, o crux é chegar lá. A trilha passa por diversos lagedos e trilhas de garimpeiros, e é bem difícil de achar, tanto que descendo, ao me separar do grupo para filmar, quase que perdi o rumo.

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Guinho e Nena. Foto Eliseu Frechou

Guinho e Nena. Foto Eliseu Frechou

 

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Trance da Trip: o CD Strange Attractors do Freq não é novo, é de 2004, mas é ótimo, viagem pura. Então merece um lugar no case. Progressivo de muito bom gosto, traz faixas imperdíveis como Carbon-based lifeform e Strage Attractors.

O Symphonix dos irmãos Sirko e Stephan Woetanowski lançou mês passado o extraordinário Wild life. Progressivo de timbres únicos o Symphonix tem dois CD anteriores excelentes, com menção obrigatória ao Music prostitute de 2006. Vá atrás que você não vai se arrepender da aquisição.

O segundo trabalho do projeto ucraniano Shiva3, leva o nome Angels meditation, e é como o anterior Trishula, um dark-trance denso, noturno. Este não é um som para trilha sonora do churrasco de família, nem para as crianças ouvirem no carro. Demora um pouco pra entender o dark, então se você não está acostumado com freqüências mais complexas, desencane e ouça algo mais simples de digerir, porque esse é pesado.

Final de ano IV

Igatu III

Eliseu Frechou na "Perfil de amigas", setor Labirinto. Foto: Diogo Ruivo

Eliseu Frechou na "Perfil de amigas", setor Labirinto. Foto: Diogo Ruivo

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Eis que o sol começa a mostrar a cara na Chapada Diamantina. Anteontem, mesmo com o tempo ainda fechado e chuviscando Beto, Guinho, Nena, Vitor e eu, fomos ao um novo setor de Igatu em que o Beto está abrindo vias. Impresionante! As paredes de quartzito são quase todas negativas, dando a coloração rosa e lilás à rocha.

Lá, conquistei debaixo de chuva um lindo diedro protegido da chuva por um teto, Sanhaço VIIc (proposta), 35m. Na seqüência o Guinho equipou Barba branca IV, 20m, ao lado da chaminé que fica no centro da falésia e que já havia sido conquistada pelo Beto.

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Diedro da "Sanhaço". Foto Vitor Frechou

Diedro da "Sanhaço". Foto Vitor Frechou

 

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Ontem o dia foi de filmagens e fotografia no setor Labirinto, onde até a molecada pode escalar, pois há vias de todos os graus.

O Labirinto é um conjunto de blocos muito próximo ao centro de Igatu. Os matacões tem em média 20 metros, e ficam muito próximos uns dos outros, formando corredores entre eles, como se fosse realmente um labirinto. A vegetação no interior dessas galerias é bem diferente da do lado de fora, com muitas plantas de folhas largas, e musgos. Como é um lugar relativamente fechado, está sempre úmido, criando um clima de caverna.

Menção obrigatória para quem vem aqui pela primeira vez: escale São Sebastião, VIIb, Asteroid 7c e Perfil de amigas 7a. São vias bem protegidas e a rocha é fora de série.

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Beto na "São Sebastião", setor Labitinto. Foto: Vitor Frechou

Beto na "São Sebastião", setor Labitinto. Foto: Vitor Frechou

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Guinho na "Meu parceiro é crente". Setor Llabirinto. Foto: Eliseu Frechou

Guinho na "Meu parceiro é crente". Setor Llabirinto. Foto: Eliseu Frechou

Igatu II

Ainda chove em Igatu. Todos os dias amanhecem com garoa e só dissipa após o meio dia. Como a rocha demora pra secar, as opções de escalada diminuem muito… ainda bem que o estoque de cervejas do Bar do seu Guina é grande. Há também alguns passeios interessantes pra fazer pela cidade, como visitas às ruínas dos garimpos e da parte de Igatu que hoje está abandonada… mas haja paciência para esperar o bom tempo!

Trip para Igatu

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A Bahia fica longe de casa. Muuuuito longe. Ainda mais se você for de carro com toda a família, por BRs brasileiras que tem congestionamentos de 4 horas e ainda pra completar, erra o caminho. Mas nada que dois dias e meio de paciência, deixando a bunda quadrada no banco do carro não resolvam. A trip deste ano já havia sido acertada para permanecermos uns tantos dias em Igatu, onde o xerife local, Humberto (Beto), já havia nos reservado uma casa para alugar.  Nos dois dias seguintes, juntaram-se à trupe de escaladores, o Guinho, Nena e Diogo.

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Há exatos dois anos, estive na Chapada Diamantina pela primeira vez, e fiquei impressionado com a quantidade de rocha de excelente qualidade que existe lá, por todos os lados que você vá. Então, o sacrifício da viagem vale a pena. Ao contrário da estadia anterior, este ano está chovendo muito aqui. Todos os dias na verdade. Por este motivo, as escaladas e aberturas de vias que são o motivo principal da nossa escolha por Igatu ficaram bastante prejudicadas. Em três dias só conseguimos abrir duas vias esportivas perto do cruzeiro, ao lado oposto da estrada onde fica o Labirinto (setor mais visitado de Igatu), e um novo setor que seria o filé, está sempre encharcado.

Esta noite choveu demais, a noite foi tensa, desviando as camas das goteiras, e agora, nós quase que a cidade inteira está sem água.

Assim que o tempo melhorar, a idéia é seguir para o novo point, munidos de parabolts e do hammer Bosch. E que São Pedro olhe pra Bahia e mande um solzinho pra gente!

 

 

 

Trance da Trip: Finalmente saiu o novo CD do Tor.Ma in dub, projeto do mexicano Rafael Hernandez que mescla trance psicodélico e batidas de reggae muito interessante. O estilo é único, e não consegui classificá-lo em nenhum gênero, mas o que interessa é que o Big blue story é muito agradável. Este CD foi gravado na forma de set, com uma faixa única de mais de uma hora.

Primecuts, copilação free do DJ 40% é bem mais ou menos. Se você quiser baixar “de grátis”, o link é: http://www.40percent.info/ Existem nomes de peso da cena participando do CD (Astral Projection, Alternative Control, Future Prophecy…), mas não são as melhores faixas destes artistas. Mas grátis também…

O projeto de ambiente inglês OTT, acaba de lançar o CD Skylon, que já na primeira audição é simplesmente excelente. Numa trajetória mais para o ambiente que o Tor.ma, mas também na linha dub, é primoroso nos arranjos e de muito bom gosto no desenvolvimento dos temas.

Final de ano - III

Final de ano - II

Final de ano - I

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Fernando Junca Junqueira, autor dos cartuns que você vai ver esporadicamente daqui pra frente neste blog, é brodão e amigo de ressacas de longa data. O cara começou a escalar quase na mesma época que eu! O lance dele hoje é caminhar, desenhar cartuns e tomar umas cervas. Nas horas vagas, cuida de coisas menos importantes na vida, como ser produtor gráfico.

Equipamentos - dezembro 2008

Jaqueta Soft Shell da Solo é feita com tecido Windstopper®, uma tecnologia revolucionária em camadas leves, que não apenas bloqueiam o vento, mas têm a função de repelir a água e impedir a perda de calor, permitindo também que a umidade provocada pelo suor seja facilmente expelida. Eliminam o efeito térmico de frio causado pelo vento permitindo a transferência de vapor e umidade da pele de modo que permaneça confortável em ambientes de climas extremos, tais como chuva e neve, ou em condições que há perda de calor com a ação do vento. www.solobr.com

 

A linha Deuter Dry Shield, é resultado da experiência na fabricação de mochilas e as mais recentes tecnologias disponíveis no mercado.

Tecidos à prova d’água não são unidos pelo método tradicional de costura, com agulha e linha, mas soldados através de um processo ultra-sônico. Um revestimento interno de PU Carbonite faz com que o material seja à prova d’água, suportando uma coluna d’água de 10.000 mm. www.deuter.com.br

 

Remodelada, a bota Armação Rocca da Snake se tornou um modelo ideal para o dia-a-dia e com boa performance em trekkings leves. O modelo foi completamente refeito dando prioridade ao conforto. Cabedal de camurça e nobuk, espessura de 1,8 mm, com costura impermeabilizada integral e passador de nylon. Não é impermeável, mas resiste à água. Para completar, a nova Armação Rocca é muito leve: apenas 1,2 kg (par número 40). www.snake.com.br

 

Escalada em Sete Lagoas no Planeta EXPN

Povo da Montanha,


Está no site do Planeta EXPN a matéria que foi ao ar hoje, sobre as escaladas em Sete Lagoas (MG), um dos mais novos points de escalada esportiva do Brasil, próximo da capital mineira. Confira: http://espnbrasil1.terra.com.br/planetaexpn/

 

Para encontrar esta e outras matérias de escalada, digite “frechou” ou “escalada” na busca e clique em Procurar.

  

O Planeta EXPN é primeiro programa da ESPN-Brasil produzido também para internet com vídeos dos principais campeonatos dos esportes de ação, entrevistas exclusivas, sessões com manobras incríveis e ainda as colunas eletrônicas e blogs do time de especialistas. Assista ao programa de segunda a sexta, às 14hs, ao vivo na ESPN-Brasil, com reprise após as 21hs.

Entrevista com Bruno Berbari, um dos maiores equipadores de vias de Sete Lagoas.
Entrevista com Bruno Berbari, um dos maiores equipadores de vias de Sete Lagoas.

Kit de Primeiros Socorros

Chegando as festas, e todos já estão com a mochila pronta pra viagem, não? Mas… você revisou o seu Estojo de Primeiros Socorros para conferir as datas de validade e se está tudo lá? Oque? Você não tem? Vacilada, mas ainda dá tempo de correr atrás, ir à uma farmácia e investir nesse ítem importante.

Pedi para o Dr. Tiago Jabes, especialista na matéria para fazer uma lista do que ele considera essencial você ter no kit. Lógico que todo medicamento antes de ser usado (e mais grave, tomado) o usuário tem que certificar-se de não ter alergia ao produto e ser aquilo que realmente precisa. Mas enfim, acho que hoje é mais fácil obter um sinal de celular para ligar para o seu médico do que conseguir alguns medicamentos no agreste.

Então aí estão as sugestões do Dr. Tiago pra seu kit de Primeiros Socorros. Para essas festas, acrescente também algo pras dores de cabeça e ressacas! Ahahaha.

Não esqueça de acondicionar tudo em um estojo ou saco hermeticamente fechado.

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Kit Básico de Primeiros Socorros

Materiais Básicos

Band-Aid

Cotonetes

Algodão

Ataduras (elásticas, de crepom e de gaze)

Esparadrapo tipo micropore e comum

Gaze estéril

Bandagens (triangular e outras)

Compressas limpas

Luvas descartáveis para procedimentos

Pinça

Termômetro

Tesoura de ponta romba

Agulhas estéreis

Barreira para RCP (pocket mask ou lenço)

Tala Flexível

Cobertor (Polímero de Alumínio)

 

Medicamentos e Tópicos
Antiinflamatório: Diclofenaco (Cataflan), Tenoxican (Tilatil) ou Nimesulida (Scaflan);

Antiácido: Omeprazol (Losec) ou pastilhas de Hidróxido de Alumínio(Maalox);

Antiespasmódico: N-Butil Escopolamina (Buscopan) simples;

Diarréia e Gases: Soro de Reidraração Oral; Dimeticona (Luftal); Metoclopramida (Plasil) e se necessária a interrupção Loperamida (Imosec)

Colírio: Lubrificadores Oftálmicos (Lacrima, Lacrima Plus ou Lacril);

Descongestionante Nasal: Cloreto de Benzalcônio+Vasoconstritor Nasal (Aturgyl, Naridrin ou Sorine);

Dor e Febre: Paracetamol (Tylenol) ou Dipirona (Novalgina) em gotas;

Náusea e Vômitos: Metoclopramida (Plasil) Meclizina (Meclin)

Reações alérgicas: Fexofenadina (Allegra), Loratadina (Claritin),  Zyrtec (Cetirizina), Desclorfeniramina (Polaramine)

Garganta irritada: Spray de mel e própolis ou pastilhas de Cloreto de Dequalínio (Dequadin) com Benzocaína.

Hipoglós

Antibióticos:Amoxacilina (Amoxil), Azitromicina (Astro) Cefalexina (Keflex)

Broncodilatadores:Salbutamol Spray Aerosol (Aerolin)

Pomada de cortisona (Dexametasona)

Pomada antifúngica (Cetoconazol)

Pomada antibiótica (Neomincina+Bacitracina)

Queimadura de sol – Difenidramina+ Calamina+ Cânfora (Caladril)

Pomada para queimadura leves - Sulfadiazina de Prata (Dermacerium)

Antisséptico líquido: Iodopovidona (Povidine) tópico;

Glicose hipertônica 50%: 4 ampolas

Soro fisiológico

 

Os nomes em itálico são nomes comerciais dos produtos (marca registrada dos laboratórios que os produzem), e que você pode trocar por outros genéricos.

 

Outros

Lanterna

Tesoura ou canivete

Repelente de insetos

Protetor solar

Protetor labial

Barra de sabão

Apito

Telefones úteis, papel e caneta.

 

 

 

Dr. Tiago J. Fernandez: Médico Responsável pela Remoção de Pacientes na IMED, Mogi das Cruzes (SP) , é instrutor de PHTLS - Prehospital Life Suport – Suporte Avançado a Vida no Trauma - realizado sob a égide do NAEMT – National Association of Emergency Medical Thechnicians e da FMUSP - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. É supervisor no Pronto Socorro de Arujá (SP) além de Médico socorrista na Rod. Pres. Dutra (BR-116)….Ufa! O Tiago está à disposição para dúvidas pelo e-mail: tiagojabes@hotmail.com

Gruta de Passa Vinte - novo point esportivo em MG

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A questão de dois meses um grupo de escaladores do sul do RJ e MG começaram a trabalhar num novo point de escalada que promete muito. A Gruta de Passa Vinte é impressionante já nas fotos, imagine na sua frente um negativo de 70 metros! Ontem conversei com o Juliano Magalhães, que é um dos escaladores que está trabalhando no local para que ele falasse sobre o lugar.

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Juliano num projeto ainda sem nome, na Gruta.

Juliano num projeto ainda sem nome, na Gruta.

 

 

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Eliseu Frechou diz:

Iaí Juliano, vamos conversar sobre o pico novo?

Juliano Magalhães diz:

Bora!

Eliseu Frechou diz:

Me fala então qual é da Gruta de Passa Vinte? Onde fica esse novo point? Quem descobriu?

Juliano Magalhães diz:

A gruta fica localizada no município de Passa Vinte-MG (Sul de Minas) e fica a 50 km de Resende-RJ (aproximadamente 1 hora de carro). É um salão com cerca de 300 metros de largura por 70 de altura na parte maior do negativo. Sombra o dia toda, totalmente abrigada da chuva , Isso tudo com só 20 minutos de caminhada e ainda tem uma fonte de água potável ao lado da pedra.

O point foi descoberto pelo escalador Fabrício de Barra mansa há uns 4 anos atrás e que na época não divulgou muito por achar que os escaladores da região não estavam no nível para as escaladas que a gruta proporcionaria.

Eliseu Frechou diz:

E os proprietários vêem a escalada no lugar com bons olhos? Eles estão curtindo a galera que está freqüentando o quintal deles?

Juliano Magalhães diz:

Os proprietários foram bem receptivos conosco. Nas primeiras vezes que fomos lá, tivemos a preocupação de nos apresentar e pedir a autorização deles para freqüentar o local. Esperamos que os futuros freqüentadores mantenham uma boa conduta para que possamos usufruir desse belo local de escaladas por muito tempo.

Eliseu Frechou diz:

Quem, e de onde são os escaladores que estão trabalhando na abertura das rotas?

Juliano Magalhães diz:

Os escaladores que estão ajudando por enquanto nas conquistas são: Eu e Roberto Soares (Resende-RJ), Cândido, Coçada e Paulinho (Volta Redonda-RJ), Diogo e Mury (Barra Mansa-RJ), Raul, Budi e André (Varginha-MG)

Eliseu Frechou diz:

Quantas vias vocês já conseguiram terminar? Quais os graus?

Juliano Magalhães diz:

Já são 12 rotas iniciadas, sendo que a maioria cresce ainda. A graduação ainda não está definida de praticamente nenhuma via, pois somente uma teve cadena. Como estamos trabalhando intensamente, não estamos com muito tempo para escalar as rotas, tendo em vista a grande dificuldade de fazer os furos numa negatividade que chega a 50 graus.

Eliseu Frechou diz:

Quantas vias você estima serem possíveis no local?

Juliano Magalhães diz:

O local tem potencial para aproximadamente 50 vias em seus 4 setores: um que já sai do negativo, outro que tem um “positivo meio vertical” que emenda no negativão, outro setor vertical que termina em um teto e o último setor que é um vertical.

Eliseu Frechou diz:

Qual o recado que você deixa pra galera que quiser ajudar nos trabalhos ou escalar no point?

Juliano Magalhães diz:

Toda ajuda será muito bem vinda, pois o lugar vai dar muito trabalho e custos. Depois de pronta as rotas, aquele lugar poderá revolucionar a escalada esportiva brasileira. Quem quiser escalar ou conquistar na gruta entre em contato que daremos todos os betas de como chegar. Meu contato é no celular (24) 9832.3277 ou email: jzmagalhaes@hotmail.com

  

Juliano Z. Magalhães, é montanhista de Resende (RJ) e já conquistou e equipou diversas rotas pelo Brasil.

Supercrack - o filme!

Earl Wiggins faz a segurança de Ed Webster na Supercrack. Foto: Stewart Green

Earl Wiggins faz a segurança de Ed Webster na Supercrack. Foto: Stewart Green

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Quem curte escalada tradicional receberá um presente logo no início de 2009: o lançamento do filme Luxury liner, The first ascent of Supercrack.

Para quem não conhece, a Supercrack é uma fenda de mão simplesmente perfeita e única, situada em Indian Creek, Utah.

Essa impressionante linha foi descoberta e batizada por Jim Dunn, Billy Westbay e Stewart Green em 1971, mas naquele tempo, uma fenda daquela largura não podia ser protegida para ser escalada em livre, e uma queda seria certamente fatal.

Stewart Green está terminando seu livro Living on the Edge, cujo capítulo de Indian Creek começa assim:

“… na segunda semana de novembro de 1976, Earl Wiggins colocou um rack de seis hexentrics no ombro e se encordou à Bryan Becker, que passou a corda em uma placa Sticht, montando assim o sistema de travamento de corda na eventualidade de uma queda de Earl, que deixando o platô da segurança para trás, olhou para cima e ele se lançou para a primeira ascensão da Supercrack.”

Para muitos escaladores da época, a ascensão da Supercrack foi um marco para a escalada livre (e móvel), demonstrando o alto nível  que esta modalidade poderia chegar.

Um filme em super 8 feito na ocasião, foi resgatado e fará parte do documentário Luxury liner. Um preview foi disponibilizado no site da produtora: http://alstrinfilms.com/ É demorado para carregar, mas vale muito a pena.

 

Home walls

 

Com a constante evolução do grau, cada dia aparecem novas e mais difíceis rotas, forçando a todos nós mantermos a disciplina e treinar. Mas isso não é ruim. É, aliás, muito bom. Já a muito que criei uma rotina de treinar dois dias sim, um não, e isso não só me possibilitou escalar rotas esportivas que sonhava impossíveis, mas mantém minha mente tranqüila em lances nos quais seria dolorido cair em rotas tradicionais

 

Toda vez que estou em viagem e tenho a oportunidade, visito um dos ginásios de escalada que porventura existam na cidade onde estou. Além do treino, é sempre muito agradável poder jogar conversa fora com a comunidade escaladora. Quando os primeiros ginásios foram abertos, apenas escaladores esportivos os freqüentavam. Hoje, felizmente esta mentalidade mudou, e os praticantes de todas as modalidades vêem vantagens numa rotina de treino.

 

Na seqüência desta evolução, escaladores que moram longe das capitais e grandes cidades onde estão baseados os ginásios de escalada – ou que preferem treinar a sós ou com um grupo de amigos, puderam, construir home-walls e seguir rotinas de treinos muito eficientes.

 

Isso foi conseqüência também da fabricação de agarras a preços mais acessíveis do que a dez anos atrás, e da evolução dos designs de muros em ambientes relativamente pequenos, como uma garagem ou um quarto de apartamento,

 

Existem várias pessoas e empresas especializadas na construção de home-walls, mas como a palavra final é sempre do cliente, é aconselhável que você obtenha o máximo de informação antes de começar a construção. Abaixo alguns pontos que considero importantes:

 

+ o compensado deve ser grosso o suficiente (no mínimo 15mm) para evitar que as porcas-agarra toquem nas agarras;

+ que a maioria das paredes seja negativa ou teto, forçando os braços e não as pernas;

+ que as agarras sejam pelo menos 70% agarras anatomicamente corretas para evitar lesões (evite regletes, prefira abaulados e pinças);

+ que haja colchões em toda a área para evitar que alguém se esborrache no chão;

+ se o seu orçamento for pequeno, construa em módulos, é melhor do que “gastar” toda a área disponível com um projeto medíocre;

+ a pressa é inimiga da perfeição - não seja impaciente. Faça e refaça o projeto do muro para aproveitar o máximo seu muro depois;

+ nem orgulhoso: peça sugestões aos amigos.

 

No site de agarras Metólius (EUA) há um tutorial  www.metoliusclimbing.com/HowtoBuildaHomeBoulderingWall.pdf bem interessante, em inglês, que dá dicas sobre a construção de paredes em casa. Vale a pena baixar. A nacional Gringa Agarras (www.gringaagarras.com.br) fabrica agarras e constrói também.

 

Abaixo coloquei  uma seleção de vídeos sobre paredes feitas em casa, para quem se interessar pela tarefa, poder ter algumas idéias:

 

 

 

 

     


Construindo uma parede


Construindo um ginásio


Dicas de aquecimento


Finger Board


Campus Board


Dicas de boulder


Naoki Arima em Vitória, ES


Parede na garagem


Outra garagem


Parede bem simples


Parede de competição que cabe em casa


Muro em Portugal

Cuide das suas sapatilhas

 

Uma porção de montanhistas já teve problemas com as sapatilhas e botas. Descolamentos são os mais freqüentes, seguidos de furos e deformações. Mas a grande verdade, é que a maioria tem dúvidas sobre como conservar suas sapatilhas, ou não cuida destes calçados como deveria, o que induz a danos, às vezes irreversíveis para o calçado. Para tentar elucidar estas questões, procurei o Márcio Cabral, gerente da Snake (http://www.snake.com.br)  para enumerar os principais problemas que chegam à Assistência Técnica da fábrica – muitas vezes por culpa do dono do calçado -, e como evitá-los.

    

Márcio Cabral

Márcio Cabral

 

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Eliseu Frechou diz:

Bom dia Márcio. Estou preparando umas dicas sobre conservação de sapatilhas, queria saber o que cai aí na assistência técnica por mal uso ou conservação. Problemas que podem ser evitados pelo próprio escalador. Você pode me ajudar?

Márcio Cabral diz:

Bom dia. Com prazer, posso listar?

Eliseu Frechou diz:

claro, manda aí

Márcio Cabral diz:

Então vou colocar por ordem de volume, os principais problemas que aparecem na Assistência Técnica são:

1 - Unhas mal cortadas é o principal motivo de Assistência. Por mais óbvio que pareça são as unhas grandes, que podem romper o couro;

2 - Lavagem e secagem ao sol;

3 - Não limpar e secar as sapatilhas depois do uso. O suor corrói com o tempo o material, além de acumular bactérias;

4 - lixar as bordas da borracha, mudando a conformação;

5 - deixar as sapatilhas ao sol por muito tempo. Muito escalador termina a escalada, tira a sapatilha, deixando ela jogada no sol.

Eliseu Frechou diz:

É verdade, qualquer pedra é uma chapa-quente depois do meio-dia.

Márcio Cabral diz:

Exatamente. Esse problema, inclusive acontece bastante. E pode ocorrer com as botas também.

Eliseu Frechou diz:

Esclareça-me um detalhe Márcio: com quantos graus a cola da sapatilha começa a soltar?… Uma tarde de sol no porta-malas do carro, por exemplo, pode destruir uma sapatilha ou uma bota, não?

Márcio Cabral diz:

A partir de 60 graus já existe descolando, mas a reatividade é a partir de 50 graus. E isso acontece com quase todos os calçados, independente da marca.

Eliseu Frechou diz:

Esta questão do suor faz diferença se a sapatilha é de couro ou de material sintético?

Márcio Cabral diz:

Dá mais chulé no sintético, mas as bactérias não destroem o couro, nem o sintético.. Elas se alojam. O que pode destruir ambos os materiais é o sal do suor, que é altamente corrosivo.

Márcio Cabral diz:

6 - usar produtos químicos na borracha… Pasme, mas já teve gente que tentou engraxar…rsrs (essa acho que nem precisa colocar)..rs

Márcio Cabral diz:

7 - Numeração incompatível,  muito folgada, principalmente, porque assim o pé fica muito solto e em função disso escapa muito e causa atritos que podem danificar o calçado.

Eliseu Frechou diz:

Obrigado pelos esclarecimentos Márcio.

Márcio Cabral diz:

Boas escaladas a todos.

Dia Internacional das Montanhas 2008

Organizações de montanhistas em todo o mundo estão atentas no dia de hoje, 11 de dezembro, para o que a ONU designou ser o Dia Internacional das Montanhas.

Nos últimos seis anos, após a ONU ter declarado 2002 o Ano Internacional das Montanhas, a data está sendo usada para focar aspectos como biodiversidade, turismo e paz nas áreas elevadas do nosso planeta.

Para José Antonio Prado, da FAO, este ano, a organização escolheu o tema Food security para fazer notar como “mudanças e desastres do clima, combinados com políticas erradas, tornam os povos das montanhas vulneráveis à escassez de alimentos”. E que “o Dia Internacional das Montanhas de 2008 seja uma ocasião para refletirmos como é difícil a esses povos obter nutrição adequada para umma vida saudável”.

A UIAA (Federação Internacional de Montanhismo e Escalada) escolheu o dia de hoje para lançar seu novo site http://www.theuiaa.org/ , e pede a todas as entidades que fizerem alguma ação hoje, lhes envie comentários e imagens.

Igor Armbrust fala sobre crianças na escalada

Igor Armbrust é um escalador de longa data que uniu seu esporte à profissão de professor de Educação Física, quando se especializou na educação esportiva infantil. De cada 2 vezes que nos encontramos, pelo menos uma ele está acompanhado dos alunos. Saiba como funciona este tipo de atividade extra-currícular escolar de algumas escalas de São Paulo.

     

Qual sua formação esportiva?

Atividade física e esportes fazem parte da minha vida desde criança. Variando práticas como surfe, natação, skate e escalada. Atividades em contato com a natureza de maneira geral. Hoje sou formado em Educação Física com especialização nos esportes de prancha.

 

Como você começou a escalar?

Conheci a escalada com suas respectivas modalidades e características na faculdade em 2004, mas acredito que escalei muito quando criança, pois adorava subir em árvores, muros e rochas.

 

E o interesse por trabalhar com crianças? Quais os desafios?

No processo de formação na faculdade, vivenciei em diversos segmentos da Educação Física e com diferentes faixas etárias. Sou uma pessoa preocupada com a educação, com a fase de formação do ser e nada me despertou maior interesse e oportunidade de colher bons resultados do que lecionar e aprender com as crianças.

Hoje cuido de alguns projetos de esportes de aventura na escola. Junto com uma equipe de amigos e profissionais, os desafios são fazer as crianças entenderem as diferenças, conhecer a si próprio, respeitar e cuidar da natureza. Isso tudo por meio de atividades prazerosas.

    

Escalada em rocha com alunos.

Escalada em rocha com alunos.

 

Em quantas escolas você leciona?

Atualmente leciono em duas faculdades, uma escola e faço parte de uma equipe com mais seis profissionais que atuam em conjunto em mais 5 escolas.

 

O trabalho é o mesmo em todas as escolas?

O trabalho mais desenvolvido é o de escalada que acontece em todas supracitadas, mas existe paralelamente, programas de esportes de aventura com as modalidades terrestres como mountain bike, atividades urbanas, como skate e o parkour; além de atividades aquáticas, surfe e mergulho. Geralmente em todos os programas há as vivências externas, o que possibilita uma educação ao ar livre.

     

Festival de boulder na Escola da Vila, São Paulo.

Festival de boulder na Escola da Vila, São Paulo.

 

E no Ginásio 90 graus, como é?

Na academia 90 graus eu coordeno os cursos de escalada e ainda oferecemos um programa de férias para crianças.

 

Com quantos anos você acha conveniente começar?

Se pensarmos em atividades de escalada com jogos envolvendo um ambiente seguro e que propicie prazer, as crianças podem brincar de escalada à partir dos 3 anos de idade, pois esta é uma habilidade natural. Já temos algumas escolas oferecendo essa atividade, como o Colégio Magno e este ano a Escola da Vila também tem aulas de escalada no ensino infantil.

 

Que recado você mandaria para os pais que tem dúvidas à respeito da iniciação dos filhos na escalada?

Observem, conversem e apóiem seus filhos nos diversos tipos de atividades que envolvam movimento. Seja escalando, nadando, andando de skate…

Procurem se informar sobre a metodologia de ensino, pois para cada fase da vida existem os melhores caminhos. Aproveitem para viverem esses momentos com seus filhos.

 

Obrigado pelo papo Igor, agora diga como a galera pode te contatar?

Pelo e-mail: rumoaventuras@gmail.com

Campeonato Mineiro 2008 - final

A última etapa do Campeonato Mineiro de Escalada, acontecerá neste sábado em Belo Horizonte. Quem não fez inscrição ainda pode fazer até a sexta feira dia 12 na Rokaz. 
O ginásio estará aberto para o público que quiser assistir o evento. Segundo os organizadores, a etapa vai ser um show de escalada, com os melhores escaladores de Minas competindo em 5 vias de escalada preparadas pelo tetracampeão brasileiro de escalada André “Bele” Berezoski de São Paulo.

O inicio da competição será às 14:00hs.
O festival de escalada para a categoria amadora acontecerá entre as 14:00 e as 17:00. O horário previsto para as finais é 17:00hs.
Betas no site
www.rokaz.com.br ou pelo telefone (31) 2535.9800.

Federação de Montanhismo e Escalada de Santa Catarina

Marius Bagnati escalando no Morro da Cruz em Florianópolis. Foto: Eliseu Frechou

Marius Bagnati escalando no Morro da Cruz em Florianópolis. Foto: Eliseu Frechou

      

Acontecerá no próximo sábado dia 13 de dezembro de 2008, as 14:00hs, a primeira reunião para a criação da FEMESC (Federação de Montanhismo e Escalada de Santa Catarina).
Nesse primeiro encontro estão convidadas todas as Associações e Clubes de Montanhismo e Escalada Catarinense com vistas à fundação da FEMESC, para  as devidas apresentações das entidades e a discussão em torno do estatuto.
O evento será no CEFET/SC - (mini-auditório), R. José Lino Kretzer - 608, Praia Comprida - São José - SC (próximo ao Hospital Regional).

Telefone da Portaria - 48 3381 2800

Qualquer dúvida ligar para 48 9117 9305

 

Felipe “Pikuira” Camargo manda 10b em flash

Nosso menino-prodígio Felipe Camargo (17) mandou ontem uma rota de 10b brasileiro em flash, na cueva de Santa Linya, Espanha. Mandar uma rota em flash é quando o escalador escala a via pela primeira vez e não cai, mas recebeu algumas informações sobre a rota que o ajudaram a resolver melhor o problema - ou viu alguém escalar a rota. O feito mostra que Felipe é uma das maiores revelações que o Brasil já teve na escalada esportiva. Escalador fanático, o escalador paulista de São José do Rio Preto ficará ainda até janeiro na Europa provando rotas esportivas de alto grau.

Felipe Camargo diz:

e aiii Eliseu, blz???

Eliseu Frechou diz:

Opa

Felipe Camargo diz:

te mando uma noticia rápida…ta acabando meu tempo aqui na Internet
Eliseu Frechou diz:

Então mandaí

Eliseu Frechou diz:

mandou o 11a?

Felipe Camargo diz:

ontem mandei um 10b flash aqui em Santa Linya. A via tem o mesmo nome nome do lugar: Santa Linya. Aqui tá chovendo muito, muito frio e mal tempo. Tô escalando muito pouco….mais blz

Eliseu Frechou diz:

Parabéns! Agora fala um pouco da via.

Felipe Camargo diz:

hehee valeuu

Felipe Camargo diz:

É uma  via bem diferente do estilo da cueva….não tão negativa,  muitos regletes, e regletes muito pequenos. O trecho final é um negativo forte…e um ultimo movimento é extremamente dificil onde geralmente a galera sempre cai, antes de encadenar pelo menos uma vez…..

Eliseu Frechou diz:

Parabéns e mantenha-nos informados das cadenas. Boas escadas.

 

 

 

 

 

 

Imagens panorâmicas de escalada na Pedra do Baú

O Luciano “Tijolo” Corrêa está produzindo uma nova série de imagens panorâmicas de escaladas na Pedra do Baú. Pedi para ele disponibilizar algumas para vocês. Aí vai:

    

http://www.360cities.net/image/pedra-do-bau-bauzinho-via-chicken-salad-5sup-zara-escalando

   

http://www.360cities.net/image/cresta-pedra-do-bau-sao-bento-do-sapucai-escalada-em-rocha

 

Para quem quiser entrar em contato com o “Tijolo”: www.vistapanoramica.com.br ou http://360cities.net/profile/luciano_correa

Enquanto isso na gringa…

+ A FEDME Federação Espanhola de Montanhismo e Escalada, conforme postei abaixo, premiou Silvia Vidal e Georg Capis pela ascensão na face leste do Huascarán norte, na XV edição do Premio FEDME. Abaixo os ganhadores nas outras categorias. Dastaca-se ainda, a attuação de Pedro Soto e Alejandro Corpas, que foram premiados em duas categorias: Escalada em parede e alpinismo europeu.

Alpinismo Europeu:
Pedro Soto Guerrero e Alejandro Corpas Hidalgo, pela repetição da via Inglesa no Piz Badile. Dificultade: A2 600M/VI/A2 ( 7b+ )
Alpinismo Extraeuropeo:
Silvia Vidal e Georg Cappis, pela abertura de uma nova rota no Huascarán norte, Perú com 1.300 metros. Dificultade: ED+ VII, A3/6a+/80º

Himalaismo:
Ferrán Latorre, Mikel Zabalza, Alberto Iñurrategi, Juan Vallejo e José Carlos Tamayo, pela ascensão do esporão noroeste do Gasherbrum IV. 7.925 metros de altitude, 4 campos de altitude, 2.500 metros de parede.

Escalada:
Alejandro Corpas Hidalgo e Pedro Soto Guerrero, pela ascensão da Magic Line no Monte Qualido (Itália). 700m, 7b+/7c em pink-point (proteções previamente colocadas).

Escalada deportiva e boulder:
Patxi Usobiaga, por Bizi Euskaraz (8c+). Primeiro 8c+ a vista mundial.
Escalada en hielo y drytooling:
Luis Penín, por Game Over (Innsbruck, Áustria). M13, redpoint sem esporas nos grampons e com a restrição de não descansar sobre o piolet, a não ser com as mãos.

 

 

 

+ A cidade de Zillertal foi palco do Petzl Roc trip, que anualmente reúne escaladores patrocinados pela marca a escalar um um lugar paradisíaco (na ótica dos escaladores, é claro). Lynn Hill, Chris Sharma, Dave Graham e Dani Andrada, foram alguns dos que participaram este ano. O vídeo abaixo é resultado deste evento.

 

 

Petzl Rock trip

 

+ Faleceu em Genebra aos 72 anos de idade, Michel Vaucher, uma das mais emblemáticas figuras da idade de ouro do alpinismo europeu. Vaucher representava para os suíços, o que Walter Bonatti representou para a Itália, ou Lionel Terray foi para os franceses.

Dono de uma coragem fora do comum, Vaucher e Bonatti realizaram a primeira ascensão da ponta Whymper nos Grandes Jorasses e participou da vitoriosa expedição ao Dhaulagiri em 1960.

 

 

 

+ O adolescente Adam Ondra parece não ter limites para sua sede de nonos graus. A lista do rapaz já soma 15 rotas de 9a (francês), duas delas com um +. Depois de mandar Open Air, rota de Alex Huber em Schleierwasserfall (Austria), que considerou o nono mais difícil de sua carreira até o mommento, Adam volta à terra natal, a Eslovênia para resolver Halupca 1978 na segunda entrada e Sanjski par extension que também encadenou sem maiores problemas. Com estas duas vias, Adam escalou a trilogia de nonos eslovena, pois já havia mandado Martin Krpan em 2006 (aliás, seu primeiro nono). Ultimamente ele se recusa a dar opiniões sobre graus de vias, pois diz estar tão forte que não consegue distinguir as nuances de vias que estão abaixo do 9a francês. Haja braço!