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UM SKATISTA DE PESO

Por Helga Simões
Quando cobri meu primeiro 100% Skate Banks, em 2005, conheci um cara bem diferente dos demais skatistas que participavam da competição. Juliano Pedace Covessi, era um skatista de verdade, apaixonado pelo skate old school e andando no maior gás. A diferença era que Jucão tinha mais de 150Kg. Isto me impressionou, assim como me impressionou a força de vontade e a determinação que ele teve pra não deixar de andar de skate por causa do peso. Dá uma olhada nesta rápida entrevista:

Jucão e seus 170 Kg em 2006

Jucão e seus 170 Kg em 2006

Helga - Quantos anos de idade? Quantos anos de skate?
Jucão - Tenho 31 anos de idade… fazendo agora as contas, ando de skate desde os 8 anos de idade, então 23 anos de skate… com um breve intervalo dos 16 aos 19…. não vou deixar de contar esse tempo pois o skate nunca saiu da minha cabeça… me machuquei feio na falecida pista do “QG”, fiquei meio traumatizado, mas o que está no sangue não se tira tão fácil….foi também nesse intervalo que conheci o longboard skate… serviu de transição para o tamanho de meus skates….

Helga - Quantos quilos você tinha na condição de obeso e quantos v tem agora?
Jucão - Pesava 170 quilos, hoje tenho 76… fiz a redução de estômago em abril de 2006… cheguei a ficar com 69 quilos e em janeiro de 2008 estabilizei o peso em 76 quilos…. fiquei internado 4 meses sem poder comer e nem beber nada, apenas por uma sonda abdominal direta no estômago “velho” por conta de uma complicação pós-cirúrgica.

Helga - Como era andar de skate com excesso de peso?
Jucão - Era sempre um desafio… sempre quis provar a todos que o que comanda é a cabeça, não podemos nos limitar pelo que diz a sociedade! Sofri muito preconceito em toda infância, piadas daquelas mais toscas, do tipo “vai quebrar o skate”, “nossa, essa prancha vai afundar…” entre tantas outras… mas o mais importante era a superação, a vontade, a adrenalina que sentia em descer umas ladeiras na velocidade, em andar nas transições… nunca vou me esquecer de um campeonato de participei na falecida pista da Billabong, cara, aquilo foi de outro mundo, uma vibe imensa, todo mundo me incentivando, passei para final e fiquei em nono lugar, para mim esse medalha que ganhei é a reconhecimento de toda luta que tive…. e uma coisa ainda mais importante, o Skate é uma irmandade plena!!! Um incentivando o outro pelo simples prazer de sentir a alegria de todos. Sentia dificuldades físicas, dores nas costas, nas pernas, mas isso não me incomodava, queria mais sempre….

Jucão em ação em 2006

Jucão em ação em 2006

Helga - Como é agora? Você conseguiu evoluir seu skate por causa da nova forma física?
Jucão - Agora me sinto uma criança… até digo que tenho apenas 1 ano e 8 meses de vida… com certeza foi um renascimento… voltei a andar mesmo no começo do ano… é uma evolução inexplicável… ficou tudo “mais perto”, “mais rápido”, “mais leve”, “sem trancos”(risos) sair do chão então!!! Animal!!! Não sentia a sensação de decolar com o skate há anos… poder fazer um carving com a mão na borda… poder sair e entrar das transições sem ter que por o tail na borda… ter a sensação de despencar no roll in… skate para mim hoje é pura diversão, satisfação pessoal garantida!!! Se eu pudesse ou fosse um cara que não precisasse trabalhar, acredito que seria uma evolução mais rápida, mas em virtude dessas responsabilidades, acabo sendo mais prudente… mas mesmo assim a evolução vem acontecendo de uma forma muito prazerosa, descobrir a cada rolê um limite maior, uma entrada mais forte em uma borda, sair de olliezinho das transições… me contento com poucas coisas ainda porque sei que batalhei tanto para chegar aqui, que agora tenho que curtir essa evolução o máximo possível….

Jucão, na nova fase também encara ondas.

Jucão, na nova fase também encara ondas.

Helga - Quantas vezes você anda de skate por semana? Existe uma rotina?
Jucão - Tenho tentado andar pelo menos 4 vezes por semana… minha rotina é o trabalho mesmo, quanto ao skate a única rotina é pensar nele todo instantE (risos) vive no porta mala do meu carro, vacilou estou andando…


Helga - Que manobras você mais curte dar?
Jucão - Hummm… gosto muito de grind de backside…. acho muito estiloso, até porque também sempre surfei, acho que comparo muito um esporte com o outro… carving de frontside com a mão na borda… ollie transfer… pequenos, mas prazerosos… é como falei, hoje é outro rolê… parece que comecei a andar agora… outro corpo, outra gravidade…. o skate é pura física…. deslocamento de peso… acho um esporte muito inteligente… faz com que você pense muito em como executar qualquer coisa em cima dele…


Helga - De onde você tirou tanta determinação?
Jucão - Não posso esquecer de Deus… foi Ele que sempre me norteou… o espiritismo sempre esteve me apoiando… com certeza o plano espiritual sempre “conspirou” em meu favor… eu hoje tenho certeza que canalizei todo preconceito que passei para o esporte, e está aí, cada dia me fazendo mais feliz! Nunca vou me esquecer do que minha amada “quase” (mero detalhe, pois para mim já é!) esposa Graziela, que me conheceu obeso, numa fase que sofríamos juntos aos olhares das pessoas e hoje desfruta de um novo namorado me dizia quando conversávamos sobre preconceito… ela é negra… e Ela quebrava minhas pernas quando dizia, “você pode!!!”… ela dizia isso para que quando eu ficasse magro sentisse a diferença de tratamento, e isso é claro na sociedade… vivemos num mundo hipócrita, sem escrúpulos… sempre lutei e sempre vou lutar contra qualquer tipo de preconceito, seja de credo, raça, cor, tipo físico, de classe social, enfim, qualquer um… esta determinação veio apenas do simples fato que PODEMOS TUDO, O LIMITE ESTÁ NA CABEÇA DE CADA UM DE NÓS!!! DESSA FORMA, MINHA DETERMINAÇÃO VEIO DE DEUS, MINHA FAMÍLIA, MINHA MULHER E A VONTADE DE SENTIR A ADRENALINA NO CORPO PARA SEMPRE!!! SKATE HOJE É MINHA VIDA!!! SKATE É SUBLIME!!! Não posso me esquecer também de todos que sempre me incentivaram, que não foram poucos, e se fosse escrever todos os nomes, poderia até esquecer de alguns, então deixo aqui essa mensagem, pois quem me incentivou sabe que sempre serei muito grato.

PRA COMEÇO DE CONVERSE…

Por Helga Simões

Não faz muito a Converse foi tema deste blog, porque a marca – uma das mais conhecidas do mundo – resolveu investir no skate no Brasil.
Pois a primeira ação da Converse aqui, foi uma disputa diferenciada, com a participação de 15 skatistas convidados, 5 fotógrafos e 5 videomakers.
Em breve você saberá mais sobre o assunto, o que interessa te dizer agora é que, desprovida de qualquer tipo de modéstia e muito orgulho, constato:

Dos 5 videomakers que disputaram o evento, 3 são colaboradores permanentes do Skate Paradise: Thomás Losada, Anderson Tuca e Wagner Profeta.
Este último, foi o grande vencedor da disputa de imagem.

Waguinho em ação

Waguinho em ação

Mais uma vez, nosso time se mostra mais afiado do que nunca.
Parabéns, ao Thomás, que cada vez mais vem mostrando empenho e capacidade pra estar entre os Top 10 do vídeo de skate no Brasil. Parabéns ao Tuca, parceiro de trabalho, amigo e conselheiro e parabéns ao Waguinho, mestre das imagens e da edição.
Pra conferir do que esta turma é capaz, basta ligar a TV na ESPN, Skate Paradise.
É tudo nosso!!!!!!!

Veja abaixo quem foram os vencedores do Converse Skateboard Square:

Melhor parte de vídeo:
1º Diego Oliveira
2º Danilo Cerezini
3º Alex Carolino

Melhor manobra do evento:
Switch Heelflip Varial Manual por Alex Carolino

Melhor combo de manobras:
Frontside nosebluntslide seguido por um frontside 180 over to fakie nosegrind por Diego Oliveira

Melhor manobra em foto:
Frontside Bluntslide por Klaus Bohms

Melhor foto de manobra do evento:
André Ferrer pela foto do Backside Boardslide de Ignacio Cattaneo

Melhor edição em vídeo:
Wagner Profeta pelo vídeo de Rodrigo Gerdal

Daniel Crazy e o Skate Como ele é.

Por Helga Simões

Somos educados desde criancinhas a preservar as figuras dos mitos dos nossos tempos. Seja porque o mito pode ser um bom exemplo pra humanidade, seja porque o mito é uma forma plausível de manter as massas sob controle.

Nunca aceitei de bom grado os mitos atuais, mas como jornalista alimentava algumas dúvidas sobre aproveitar a imagem do mito atual pra corrigir ou minimizar os defeitos das novas gerações.

Hoje, Daniel Crazy derrumou este conceito não muito sólido que eu teimava em carregar nestes 23 anos de jornalismo.

Na entrevista coletiva, que apresentou o novo time da Converse Brasil (Daniel Crazy, Jarbas Jay – que passa atender por Jay Alves - e Dudu Ribeiro, que assume a nova alcunha de Carlos Ribeiro), Crazy se apresentou afirmando que entrou pra equipe porque a Converse se propôs a aceitar o skate como ele é.
No reflexo, perguntei como é este skate?
Crazy respondeu com a simplicidade que o transforma em um cara mais que especial: ele apontou pro painel gigante que estava atrás da bancada dos skatistas com uma foto dos três embalando na rua e disse:
- Eu sou assim, capaz de dar embalo no meu skate, fumando um cigarro.

Fui nocauteada. Sempre achei que a TV, o Jornal, a Revista, tinham por obrigação não expor os “defeitos” dos mitos. Errado. Os mitos atuais são seres humanos e estes defeitos provam isto.
Por isto, Crazy, lá vai a fotinho sua embalando do jeito mais real. O skate como ele é.

Crazy no embalo da realidade.

Crazy no embalo da realidade.

Zikk Zira Made in Japan

Um skatista com um microfone na mão.
Outro com uma camerazinha ligada.
O cenário, um karaoke no bairro da Liberdade, em São Paulo, onde se concentra a maior comunidade nipônica da América Latina.

Quer ver o que dá?

Zikk Zira by Wagner Ramos

O skatista: a lenda viva do skate brasileiro: Alexandre Zikk Zira.
O videomaker: um dos caras que pensam e fazem o skate brasileiro acontecer no mundo, Wagner Ramos.

A brincadeira nos remete à essência do skate: a diversão acima de tudo.

por Helga Simões

Mito ou um verdadeiro skatista?

MITO OU UM SKATISTA DE VERDADE?

Christian Hosoi, é um dos skatistas mais conhecidos do mundo. Seja por seu estilo de andar, seja pelo se estilo de viver.
O que de fato o transformou numa lenda?

Quase tudo já foi ditto sobre Hosoi, mas quem é skatista tem algo a perguntar pro cara.

A hora é agora.

Christian Hosoi

Christian Hosoi

Christian Hosoi vai ser o entrevistado do Bola da Vez. O programa que vai ao ar na ESPN e ESPN Brasil e traz os maiores nomes do esporte do mundo pro centro de uma roda de entrevistadores. O cara é sabatinado incansavelmente.

Muita gente deveria estar ali cobrindo Hosoi de perguntas, mas como isto não rola, até por questões espaciais, você pode participar desta entrevista mandando sua pergunta pra ele.

O jeito é fácil:

http://blogs.espn.com.br/skateparadise/

O difícil é mandar a tempo da gravação, que é hoje às 16h, ou seja, daqui a pouco.
Se você estiver mesmo afim, entra agora lá e deixe sua pergunta.
Ah, só valem coisas interessantes, senão fica osso de repassar pro cara.
Valeu,
Helga Simões

CURVA DE HILL

Quando tomamos uma decisão na vida, seja em que aspecto for, temos que dar um primeiro passo, um start. Este momento, é uma fração de segundo onde nosso cérebro age em conjunto com nosso corpo e com todos os sentidos para que todo o processo seja acionado.

Pra quem desce uma ladeira em cima de um skate, esta descrição acima é muito fácil de entender. Tomar uma decisão, é levantar o pé do chão e começar a descer a ladeira. Daí a metáfora já se conjuga: vento no rosto, velocidade, adrenalina, coordenação motora, coordenação de raciocínio, raciocínio rápido. Ninguém que desce uma ladeira de skate consegue ser a mesma pessoa que era antes de descer a ladeira. Talvez por isto, muitos grandes nomes do skate, tenham começado todo o processo pela ladeira: Digo Menezes, Ragueb Rogério, Ricardo Pinguim…
A indescritível sensação ainda é muito pouco valorizada pelo mercado do skate, mas quando se vê um grande encontro de downhill, como o que aconteceu em Brasília há poucos meses, passa-se a acreditar mais na possibilidade de encarar os obstáculos que aparecem na nossa frente: basta ter o “start”.

O sexto Overmeeting basicamente serviu pra nos contar isto: muita gente diferente, vindas de todos os cantos do Brasil. Uma ladeira na medida, no meio de um parque arborizado às margens do Lago Paranoá. Crianças, adolescentes, senhores e senhoras. Skatistas em cima de seus skates.
E você não tem idéía do que é passar um fim-de-semana vendo caras como Sérgio Yuppie dominando, domando uma ladeira.

Ladeira da Ermida/Brasília

Ladeira da Ermida/Brasília

O programa  Skate Paradise desta semana é dedicado a estes skateboarders, que optaram pelo downhill, seja na modalidade longboard, slalom ou slide. Aliás, você sabia que os brasileiros estão num nível muito superior quando o assunto é downhill slide?

Carona ladeira acima

Carona ladeira acima

Pois aproveite e deixe-se envolver pelas sensações que o downhill pode oferecer, seja pra quem está andando, seja pra quem está assistindo. O Paradise é especial, pra fazer que você ganhe velocidade e dê a arrancada para novas decisões.

Paixão e Yuppie descansam depois de domarem a ladeira.

Paixão e Yuppie descansam depois de domarem a ladeira.

Skate Paradise, na ESPN nesta terça, dia 18, às 14h00 com reprise às 22h00.

Na ESPN Brasil, nesta quarta, dia 19, às 22h30, com reprises nos dias 21, às 08h30 e 23, às 19h30

Bom divertimento.
Helga

O que fazer na Plataforma da Megarrampa?

Estamos a 2 semanas de assistirmos, pela primeira vez no Brasil, a megarrampa. O gigante de madeira promete ser o segundo maior evento radical dos últimos tempos, perdendo só para XGames.
Hoje no final da tarde, conversei, por MSN, com 2 brasileiros que vivem mais nos Estados Unidos, do que no Brasil: Túlio Tocha e Wolnei dos Santos. Ambos streeteiros. Ambos skatistas de ponta, ambos incrivelmente corajosos, capazes de encarem corrimãos que até deus duvida.
Olha só o que os caras acham da mega:

TÚLIO TOCHA, por MSN

Helga Simões says: (18:58:46)
Túlio, você que mora na gringa, tá acompanhando de perto esta história da megarrampa? É forte mesmo a pegada?

Túlio Tocha says: (19:04:21)
Na verdade eu passo uma temporada lá, normalmente 5 a 6 meses, e volto para o Brasil.
A história da megarrampa cada vez mais vem sendo divulgada e a evolução é constante. Antes o q era quase impossível, ficou fácil e nomes como Bob Burnquist, Danny Way, Digo Menezes, Edgard Vovô, Colin MacKey se destacaram pois eles conseguiram elevar cada vez mais a modalidade

Helga Simões says: (19:05:22)
Mas você acha que o skate caminha pra esta história super, mega, ultra de dimensões gigantescas? Ou este tipo de skate é pra poucos?

Túlio Tocha says: (19:10:41)
Na minha opinião não, pois eu acho que vão ser poucos skatistas que conseguirão andar nessa modalidade que proporciona muita base no skate e mt determinação. Tanto porque ,você vê muito mais a modalidade do street do que vert e mega ramp.
A intenção vai continuar sendo essa, poucos da modalidade, mas muita qualidade .

Helga Simões says: (19:11:25)
Você já teve vontade de varar uma gigante destas?

Túlio Tocha says: (19:15:14)
Com certeza, mas para dropar uma rampa desses vc precisa de uma segurança maior que te dará estabilidade para na descida vc ter confiança . Quem nunca pensou em dropar a megarrampa???? Só falta a coragem.

Helga Simões says: (19:15:38)
hahahhhahaha. Legal. Você vai estar no Sambódromo?

Túlio Tocha says: (19:16:52)
Sim, estarei lá pra assitir o evento, pois em Los Angeles, nos X Games, acabei perdendo pq tava na sessão na rua.

Helga Simões says: (19:17:31)
qual o desafio que você encarou que deu um frio na barriga?

Túlio Tocha says: (19:20:40)
Foi quando estava filmando para o novo vídeo do Paul Rodriguez (proof), desci um corrimão de 16 degraus, o Hollyhood High. Fiquei com medo, mas tem o de 12 pra aquecer. Gracas a Deus desci de segunda e não me machuquei.

Helga Simões says: (19:21:14)
acho que tá legal

Túlio Tocha says: (19:22:53)
se cuida a gente vai se falando

Helga Simões says: (19:23:04)
Bj, obrigada e a gente se fala no Sambódromo.

WOLNEI DOS SANTOS por MSN:

Helga Simões says: (19:03:42)
Wolneiiiiiiiiiiiiiiiii. Tá no Brasa?

Wolnei dos Santos says: (19:08:01)
Não, tô na Califa

Helga Simões (19:08:45)
Como estão as coisas ai?

Wolnei dos Santos says (19:09:10)
tão bem e por ai?

Helga Simões says(19:09:40)
tão bem, mas agora só se fala em megarrampa aqui

Wolnei dos Santos says: (19:09:59)
vai rolar né? quando mesmo?

Helga Simões (19:10:09)
dia 21, 22 e 23

Wolnei dos Santos says: (19:10:32)
style

Helga Simões : (19:10:35)
você chegou a ver uma de perto?

Wolnei dos Santos says(19:10:46)
a do x games

Helga Simões (19:11:35)
e o que achou?

Wolnei dos Santos says(19:11:53)
bem legal, vai bombar ai no Brasil

Helga Simões says: (19:12:06)
O que você acha? É show ou é skate de verdade?

Wolnei dos Santos says(19:12:29)
os dois

Helga Simões : (19:12:57)
mas dá pra considerar que é um estágio superior do skate? Ou seja, pra lá é que caminha o skate?

Wolnei dos Santos says(19:13:49)
É uma outra modalidade não se pode falar que é pra lá que caminha o skate
Pode ser um estágio superior do vertical mas não do skate em seu todo

Helga Simões (19:15:00)
Certo. Mas v já teve vontade de varar a rampa gigante?

Wolnei dos Santos says(19:15:50)
Claro, só fico imaginando…

Helga Simões (19:15:58)
acha que vai tentar?

Wolnei dos Santos says(19:16:29)
não sei. Na verdade não subi pra ver de cima, mas acho que não

Helga Simões (19:16:39)
hahahhahha. certo

Wolnei dos Santos says(19:16:42)
prefiro descer um corrimão gigante

Helga Simões (19:17:01)
é uma sensação e tanto também, né?

Wolnei dos Santos says(19:17:32)
Animal. Coração a mil.

Helga Simões (19:17:39)
Style. Wolnei, posso publicar este papinho no blog do Skate Paradise?

Wolnei dos Santos says(19:18:04)
claro

Helga Simões says : (19:18:17)
Oba. Bj e obrigada

Wolnei dos Santos says(19:19:52)
bjs se precisar estamos ai

No País do Equilíbrio

Concentração, equilíbrio, precisão, força, leveza. Isto é skate também.
A modalidade Freestyle reúne tudo isto com um adicional: muita técnica.

O freestyler tem que administrar o peso do seu corpo sobre o skate, o peso do skate sobre seu pé. E o peso da cabeça, sobre todo o resto. Tem que entender de ritmo, pois a coisa toda é quase um balé, que por vezes é agressivo e rápido e por outras, delicado e lento.

sk8.com.br

sk8.com.br

Somos o país do skate freestyle também. Não que tenhamos em nosso solo os maiores campeões da modalidade. Somos o país do Freestyle porque dominamos a técnica de pensar com os pés. Parece rude falando-se assim, mas não é. O pé de um ser humano, e portanto, o pé de um skatista, não é dotado de polegar opositor, portanto, não pode segurar coisas com precisão. Errado. Renê Shigueto segura seu skate. Roda seu skate, Gira seu skate. Dobra seu skate. Desdobra seu skate. Tudo com os pés. E quando a gente acha que ele pode ser uma exceção à regra, tudo vai por água abaixo, pois tem uma enorme lista: Per Canguru, Paulo Folha, Lúcio Flávio, Rodrigo Texaco, Marcos Toshiro, Luciano Kid… bom, não tô dividindo ninguém por categoria ou faixa etária. Ai entre estes nomes têm caras de 17 e 50 anos. Mas todos com a mesma expressão no olhar: um certo prazer incontido pelo que estão fazendo.

Helga Simões

De Olho no Futuro

A paixão pelo skate nos leva a fazer coisas que até a gente duvida.
Eu desacreditei quando vi, no meio do mato, um quadribanks perfeito. Acredito que o próprio dono e mentor do pico tenha desacreditado quando dropou o banks pela primeira vez.

Gui Barbosa vem de uma família muito especial, que optou por viver uma vida diferente longe dos centros urbanos. O irmão dele, Léo Kakinho, mora em Florianópolis, numa rua sem calçamento, onde se dedica ao surfe e ao skate, junto com o filho Vi, de 10 anos.
O irmão Gui, mora em Guaratinguetá, interior de São Paulo, onde se dedica à prática do skate e a curtir seu novo parque de diversões no quintal de casa. O quadribanks dos sonhos de qualquer skatista.
Sentado na direção da kombi estilizada, sorrisão estampado no rosto, ele é encontrado sempre por lá, organizando campeonatos como o Vert in Roça ou simplesmente andando de skate com os amigos locais. Uma vida simples, igualzinha àquela que a família Barbosa pediu pra deus.

Se eu for falar de sonhos, então não dá pra deixar de lembrar de um cara que sonhou, arregaçou as mangas e inseriu seu sonho na realidade. O nome dele Cris Fernandes. A profissão até agora, skatista. De agora em diante, passa a ser, skatista. Como assim? Eu explico: Cris optou por deixar de ser “profissional” do skate.
Sua opção agora é ensinar a filosofia do skate pra outras pessoas.
O dom em lidar com crianças o aproximou deste trabalho.
O dom de andar de skate, também.


Cris juntou as duas coisas e constatou que dava certo. Se despede da carreira profissional, mas não deixa o skate. Vai formar novos skatistas.
Cris Fernandes e Gui Barbosa são 2 nomes que nos levam a pensar que o futuro está logo ali na frente.
Helga Simões

De Skatista para Skatista

Sabe aquelas manobras cascas que você vê no  Skate Paradise? A maioria delas é feita por Wagner Profeta, um dos maiores  videomakers de skate no Brasil e em atividade permanente.

Há 5  anos, Waguinho, como é conhecido entre os amigos, edita o vídeo Metrópole.

A história toda surgiu da máxima de Glauber Rocha: uma câmera na  mão e uma idéia na cabeça. A camera foi emprestada, mas a idéia, foi levada  muito à sério pelo videomaker.

Waguinho é dono de idéias  originais, claramente vistas em enquadramentos diferenciados, angulações sem  fantasia, mostrando que a imagem no skate não é só o melhor ângulo da manobra.  A imagem no skate é também uma informação, seja ela artística ou  jornalística.

Pra gente, é um orgulho trabalhar ao lado do Waguinho.

Helga Simões